
No dia 18 de fevereiro é comemorado o Dia Nacional de Combatre ao Alcoolismo. A data serve para lembrar que o alcoolismo é considerado como doença e inúmeras pessoas viciadas precisam de tratamento. Em Barra de São Francisco, a entidade Alcóolicos Anônimos tem prestado bons serviços na recuperação de cidadãos que ali buscam ajuda e apoio. O casal Maria e Pedro Fiorotte, que pertencem a Pastoral da Sobriedade da Igreja Católica, tem apresentado uma série de ações que auxiliam não só os dependentes químicos, mas também familiares. Eles já tiveram o trabalho reconhecido pelo Poder Legislativo de Barra de São Francisco, em sessão legislativa onde foram homenageados.

Pedro Antonio Fiorotti e sua mulher Maria das Graças Rodrigues Fiorotti. Ambos prestam serviços de forma voluntária no município no setor de acolhimento psico/social. Pedro Fiorotti é coordenador do Grupo Nova Esperança de Alcoólicos Anônimos – AA. Já sua esposa Maria das Graças, coordena a Pastoral da Sobriedade da Igreja Católica, órgão que também presta um atendimento voltado para diversas pessoas necessitadas de acolhimento psicológico.
Quando somados os números de pessoas acolhidas nas duas instituições, de acordo com Pedro Fiorotti, passa de dois mil. Só em Alcoólicos Anônimos, foram quase 1.500 viciados no alcoolismo, durante estes 37 anos de existência do grupo.
Pastoral da Sobriedade
A Pastoral da Sobriedade, cuja coordenação está a cargo de Maria das Graças Fiorotti, atua a mais de cinco anos prestando atendimento as pessoas portadoras de problemas psico/sociais, drogas entre outros. Ela fala que sobre a doença, destacando que o álcool está presente em diversas fases das nossas vidas e sempre presente nas comemorações, festividades e outros. Disse que a Pastoral da Sobriedade é uma ação concreta da Igreja que evangeliza pela busca da Sobriedade como um modo de vida. "Pela Terapia do Amor trata todo e qualquer tipo de dependência. Propõe mudança. Valoriza a pessoa humana" destacou.
Alcoólicos Anônimos
O Grupo Nova Esperança de Alcólicos Anônimos – AA – se reúne na Rua Adelino Coimbra – 150 – Beira Rio, as segundas, quartas e sábados das 19 às 21 horas. Quanto a Pastoral da Sobriedade, as reuniões ocorrem às sextas-feiras, no salão paroquial da Igreja Católica São Francisco de Assis.
O alcoolismo é um problema de dimensões trágicas ainda subdimensionadas e seu maior dano é a destruição de famílias inteiras.
Metade de todas as crianças atendidas nos serviços psiquiátricos vem de famílias de alcoólatras, e boa parte dos abusos cometidos contra crianças tem raiz no alcoolismo.
Sem qualquer sombra de dúvida, o alcoolismo é uma doença.
É o resultado de um cérebro que perdeu a capacidade de decidir quando começar a beber e quando parar. Não é possível detectar numa criança ou num pré-adolescente traço algum que permita antever que eles se tornarão alcoólatras.
“Alcoolismo cria distúrbios da personalidade, mas distúrbios da personalidade não levam necessariamente ao alcoolismo.”
A principal diferença entre alcoolismo e outras dependências diz respeito ao tipo de droga.
São tranquilizantes, mas o álcool é um mau tranquilizante, tende a fazer as pessoas infelizes ficarem mais infelizes e piora a depressão. A pequena euforia que o álcool proporciona é sintoma do início da depressão do sistema nervoso central.
Do ponto de vista da sociedade, o álcool é um problema muito grave.
O alcoólatra provoca não somente acidentes de trânsito, mas problemas graves à sua volta, a começar por sua família.
As únicas pessoas que estão sob o risco de alcoolismo são as que bebem regularmente, mas, se nunca passar de dois drinques por dia, o indivíduo pode usufruir socialmente da bebida em festas, casamentos,carnaval, e não se tornar alcoólatra.
Há pouco a fazer para ajudar um alcoólatra, mas uma coisa é essencial: não se deve tentar proteger alguém de seu alcoolismo.
Se uma mulher encontra seu marido caído no chão, desmaiado sobre seu próprio vômito, não deve dar banho e levá-lo para a cama. O único caminho para sair do alcoolismo é descobrir que o álcool é seu inimigo. Proteger uma pessoa nessa situação não ajuda. Não é papel da família tentar convencer o alcoólatra de que o álcool é um mal para ele.
Na verdade, em tal situação, a família precisa de ajuda, como a oferecida pelo Al-Anon, a divisão dos Alcoólicos Anônimos voltada ao apoio a famílias de alcoólatras
A abstinência é fundamental no tratamento do alcoolismo. Um alcoólatra até pode beber socialmente , da mesma forma que um carro pode andar sem estepe, ou seja, é uma situação precária e um acidente é questão de tempo.
Num horizonte de seis meses, muitos alcoólatras conseguem manter seu consumo de álcool dentro de padrões socialmente aceitos, mas, se observarmos um intervalo maior de tempo, vamos verificar que a tendência é ir aumentando gradualmente o consumo, até voltar ao padrão antigo. Em períodos mais longos, normalmente, só quem para de beber não sucumbe ao vício.
Em 1995, uma substância, a naltrexona, foi saudada como a pílula antialcoolismo. Vendida no Brasil com o nome de Revia, não se conhece ainda seu efeito a longo prazo. Mas, em linhas gerais, drogas podem funcionar como apoio por, no máximo, um ano, visto que é muito difícil tirar algo de alguém sem oferecer alternativas de comportamento.
Usar essas drogas equivale a tirar o brinquedo de uma criança e não dar nada no lugar.
A terapia oferecida pelos Alcoólicos Anônimos é parecida com as terapias behavioristas, que pretendem obter uma determinada mudança de comportamento. Mas, além de ser um tratamento barato e que dura para sempre, a terapia dos A.A. tem um componente espiritual importante. Terapias ajudam a não beber, mas os Alcoólicos Anônimos dão ao indivíduo um círculo de amigos sóbrios, dão-lhe significados, amigos, espiritualidade.
“É o melhor tratamento que temos.”
Embora as estatísticas nesse campo não sejam precisas, sabe-se que cerca de 40% das abstinências estáveis são intermediadas pelos Alcoólicos Anônimos.
Os efeitos do alcoolismo atingem não Apenas a saúde do alcoólatra, mas igualmente a comunidade em que ele vive e, Especialmente, sua família.
Neurológicos – prejuízos na coordenação motora e o caminhar cambaleante.
Físicos – afecções como a cirrose hepática e cânceres diversos.
Mentais – perda da concentração e da memória.
Psicológicos – apatia, tédio, depressão.
Crimes – o número de homicídios detonados pelo álcool é surpreendente: em 1996, 41% em São Paulo e 54% nos Estados Unidos.
Acidentes de trânsito – em 1995, 30% de todos os acidentes com vítimas ocorridos no Brasil foram motivados pelo álcool. Dados mais recentes divulgados por Veja em 13/10/99 informam que 30.000 pessoas morrem em acidentes de trânsito por ano no Brasil: metade é vítima de motoristas bêbados ou drogados.
Má produtividade no trabalho – além dos danos produzidos à empresa que paga o salário ao alcoólatra,o fato geralmente redunda na demissão e muitos não conseguem um novo emprego devido a isso.
Perda do senso do dever e dos bons costumes – falta ao trabalho,desemprego.
Comprometimento dos filhos – 80% dos filhos aprendem a beber em casa, diz a psicóloga Denise de Micheli.
Desestruturação do lar – o desemprego gera as dificuldades financeiras e as discussões inevitáveis.
As separações conjugais – a mulher não aguenta as conhecidas fases da euforia: momice (macaco), Avalentia (leão) e a indolência (porco).
A violência doméstica – 2/3 dos casos de violência infantil ocorrem quando o agressor está alcoolizado.
ASCOMCMBSF
*Com informações do canal https://floramater.com.br/alcoolismo-e-obsessao-consequencias-implicacoes-espirituais-e-tratamento/
Data de Publicação: quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021
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