CÂMARA MUNICIPAL DE BARRA DE SÃO FRANCISCO - ES

Vereadora Israelle reage a ataques contra ataques homofóbicos a atletas francisquenses

O caso é grave e ocorreu dentro do Estádio Municipal Joaquim Alves de Souza, no último dia 13, quando atletas praticantes do futebol feminino, estiveram na praça esportiva para treinamentos. O fato foi abordado na tribuna da sessão legislativa desta segunda feira dia 18, quando a vereadora Israelle Vândido denunciou também o episódio, qualificando o de lamentável.

As meninas estavam ocupando o gramado quando a equipe máster masculino, adentrou ao campo antes do seu horário estabelecido, criando constrangimento nas atletas, para que as mesmas deixassem o local. Como não houve sucesso na tentativa os rapazes iniciaram uma série de insultos indagando o que elas estariam fazendo ali e que “deveriam estar em casa lavando vasilhas”.

Para a vereadora Israelle, são fatos como este que incitam a violência contra a mulher e qualificou como inadmissível e criminoso o ocorrido. Segundo sua leitura do oficio encaminhado ao prefeito Enivaldo dos Anjos, outras frases lamentáveis teriam sido dirigidas para as atletas como: “essas meninas não sabem nada de futebol – bando de “sdapatão” – quer fazer a gente engolir esse futebol feminino de qualquer jeito – uns jogos ruins – inventaram até de colocar mulher para narrar jogos e que lugar de mulher não era em campo.

As atletas estão em preparativos para defenderem as cores do município na Copa Estadual de Futebol Feminino e por este motivo a vereadora Israelle fez também a denúncia na tribuna durante o encontro semanal dos vereadores. Ela que dirigiu ofício ao prefeito Enivaldo dos Anjos, solicitando providencias afirmando que espera que não volte a ocorrer os fatos lamentáveis recentemente presenciados por atletas e torcedores.

Uma prática que precisa ser combatida

Em texto já publicado na mídia, anos de proibição da prática do futebol feminino por mulheres e o machismo estrutural de que é formada a sociedade brasileira, podem ser alguns dos fatores que ainda contribuem para homofobia velada que existe no futebol feminino.

Um assunto que em 2020, já deveria ser mais que estabelecido, ainda é tabu no meio e está diretamente associado ao preconceito e a julgamentos de muitos para a prática do esporte.

Opção sexual não deveria ser colocada à mesa ou no gramado, mas infelizmente ainda é. No último ano, o Brasil foi o 6º país que mais pagou multa à FIFA por homofobia no futebol feminino.

Somente nos últimos quatro anos, as entidades que regem o futebol mundial começaram a punir atos homofóbicos nos estádios e foi somente a partir de 2019 que a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero passou a ser considerada crime, mas enquanto isso, ainda há muito o que reparar.

A homofobia surge em campo a partir da não aceitação e da intolerância em relação à diversidade, tão importante para constituirmos a sociedade plural e o futebol rico que temos hoje. Não é natural que jogadoras sejam julgadas pelo biotipo que têm, pelo estilo de roupa que vestem, pelo esporte que praticam ou pela opção sexual que definem.

Relativizar a homofobia em campo e fora dele é compactuar com o desprezo, com o ódio e com a violência às pessoas singulares em sua essência. E quando falamos em homofobia, não devemos considerar somente agressões físicas, mas também as verbais.

 

Data de Publicação: terça-feira, 19 de setembro de 2023

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