CÂMARA MUNICIPAL DE BARRA DE SÃO FRANCISCO - ES

15 de Setembro de 1963 chega ao final o Movimento do Contestado

         Os governadores Francisco Lacerda de Aguiar pelo Espírito Santo e Magalhães Pinto por Minas Gerais

Nos anais da história do Brasil, o chamado Contestado tem suas raízes em 8 de outubro de 1800, entre os estados do Espírito Santo e de  Minas Gerais, quando foi instituído uma demarcação, motivada pela abertura do Rio Doce à navegação. Um século depois, em 18 de outubro de 1904, os dois estados adotaram como linha divisória, ao norte do Rio Doce, a Serra dos Aimorés ou do Souza, que, com o tempo e confusão de denominações, se tornou o real ponto da discórdia.

Minas Gerais reconhecia que a Serra dos Aimorés estava situada na localidade de Água Branca, já no Espírito Santo, os capixabas rechaçavam, afirmando que era em Conselheiro Pena, em Minas. E, nesse meio, ficou esta região contestada por ambos.

Em 1914, o Supremo Tribunal Federal (STF) asseverou a Serra dos Aimorés como divisor oficial dos dois estados. A partir de então, o clima de medo, insegurança e ameaças eclodiu entre mineiros e capixabas. Conta a história que “toda localidade tinha dupla jurisdição, convivendo uma autoridade do Espírito Santo e outra de Minas. Quem torcia por Minas, registrava o filho em cartório mineiro, e quem era a favor do Espírito Santo fazia o contrário”.

Em meio a essa guerra fria, a zona do Contestado era um território de 10 mil km2 que, desde 1903, estava sendo disputado litigiosamente pelos governos do Espírito Santo e de Minas Gerais.

O Contestado era uma verdadeira terra sem lei, com muitos povoados sob jugo de dupla jurisdição, mineira e capixaba, e maior quantidade sem jurisdição alguma.

Sendo assim, continua o pesquisador, “a lei do mais forte fez império. Ocorreram ao abrigo do Contestado, criminosos de longínquos recantos. degradados, aproveitadores, jagunços, charlatões, mascates, tropeiros e levas de sem-terra moviam-se na mira das enfurecidas polícias estaduais que tentavam, com pouco sucesso e uso de muita arbitrariedade, fazer prevalecer a ordem.

Para se ter uma ideia, nem sequer os padres se entendiam, segundo declarações dos que vivenciaram tal período, engalfinhando-se na disputa fronteiriça – padres mineiros e capixabas hostilizavam-se publicamente. Ou seja, quem viesse a se casar em Minas, no Espírito Santo o casamento não valia e vice versa.

Portanto, a data de 15 de setembro do ano de 1963, celebra o final da contenda, quando os dois governadores Francisco Lacerda de Aguiar pelo Espírito Santo e Magalhães Pinto por Minas Gerais, estiveram presentes na divisas dos municípios de Barra de São Francisco-ES com Mantena-MG, celebrando finalmente o acordo que sacramentou o fim do movimento do Contestado.

quando foi instituído uma demarcação, motivado pela abertura do Rio Doce à navegação.

Um século depois, em 18 de outubro de 1904, os dois estados adotaram como linha divisória, ao norte do Rio Doce, a Serra dos Aimorés ou do Souza, que, com o tempo e confusão de denominações, se tornou o real ponto da discórdia.

Minas Gerais reconhecia que a Serra dos Aimorés estava situada na localidade de Água Branca, já no Espírito Santo, os capixabas rechaçavam, afirmando que era em Conselheiro Pena, em Minas. E, nesse meio, ficou esta região contestada por ambos.

Em 1914, o Supremo Tribunal Federal (STF) asseverou a Serra dos Aimorés como divisor oficial dos dois estados. A partir de então, o clima de medo, insegurança e ameaças eclodiu entre mineiros e capixabas. Conta a história que “toda localidade tinha dupla jurisdição, convivendo uma autoridade do Espírito Santo e outra de Minas. Quem torcia por Minas, registrava o filho em cartório mineiro, e quem era a favor do Espírito Santo fazia o contrário”.

Em meio a essa guerra fria, a zona do Contestado era um território de 10 mil km2 que, desde 1903, estava sendo disputado litigiosamente pelos governos do Espírito Santo e de Minas Gerais.

O Contestado era uma verdadeira terra sem lei, com muitos povoados sob jugo de dupla jurisdição, mineira e capixaba, e maior quantidade sem jurisdição alguma.

Sendo assim, continua o pesquisador, “a lei do mais forte fez império. Ocorreram ao abrigo do Contestado, criminosos de longínquos recantos. degradados, aproveitadores, jagunços, charlatões, mascates, tropeiros e levas de sem-terra moviam-se na mira das enfurecidas polícias estaduais que tentavam, com pouco sucesso e uso de muita arbitrariedade, fazer prevalecer a ordem.

Para se ter uma ideia, nem sequer os padres se entendiam, segundo declarações dos que vivenciaram tal período, engalfinhando-se na disputa fronteiriça – padres mineiros e capixabas hostilizavam-se publicamente. Ou seja, quem viesse a se casar em Minas, no Espírito Santo o casamento não valia e vice versa.

Portanto, a data de 15 de setembro do ano de 1963, celebra o final da contenda, quando os dois governadores Francisco Lacerda de Aguiar pelo Espírito Santo e Magalhães Pinto por Minas Gerais, estiveram presentes na divisas dos municípios de Barra de São Francisco-ES com Mantena-MG, celebrando finalmente o acordo que sacramentou o fim do movimento do Contestado.

Data de Publicação: segunda-feira, 15 de setembro de 2025

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